No entanto, facilitar essa contabilidade quando a maior parte do que se recebe é doação e os valores nem sempre são os mesmos? Esse é o caso da Igreja Católica que conta com o dízimo dos fiéis para manter sua estrutura e trabalhar na evangelização. As

Pelo menos 400 jovens de Bagdá e das outras dioceses caldeias espalhadas pelo território nacional participarão do Encontro da Juventude (de 18 a 20 de novembro), convocado pelo Patriarcado caldeu. "Hoje, posso ver e tocar com minhas próprias mãos que a Igreja no Iraque está viva, que Cristo vive e opera neste seu povo santo e fiel", disse o Papa Francisco na homilia da Santa Missa celebrada no domingo 7 de março em Irbil, por ocasião de sua histórica viagem apostólica ao Iraque, em março passado

11 • NOV • 2021
 

"Vós sois uma Igreja viva." As palavras pronunciadas pelo Papa Francisco em Bagdá, na homilia da concelebração litúrgica que presidiu na Catedral caldeia de São José durante sua visita pastoral ao Iraque, foram escolhidas como lema do Encontro da Juventude caldeia, programado para realizar-se na capital iraquiana de 18 a 20 de novembro.

Pelo menos 400 jovens, rapazes e moças de Bagdá e das outras dioceses caldeias espalhadas pelo País do Golfo participarão do evento, que foi convocado pelo Patriarcado caldeu.

Uma festa da juventude

A festa da juventude, marcada por momentos litúrgicos, tempos de oração, debates e momentos de socialização, terá como ponto alto um encontro catequético conduzido pelo patriarca caldeu Louis Raphael I Sako sobre o tema "Cremos no Senhor Jesus Cristo".

Nos vários momentos comunitários, a atenção se concentrará em torno de algumas questões relacionadas ao encontro com Cristo e à vida eclesial das jovens gerações caldeias.

A fim de facilitar a reflexão individual e comunitária, uma série de interrogações já circularam pelos canais de comunicação do Patriarcado caldeu, pertinentes ao relacionamento pessoal de cada um com o próprio Cristo, à eficácia dos cursos de catequese, à familiaridade com as Sagradas Escrituras, e às formas mais eficazes de explicar aos outros a esperança cristã e do viver na vida cotidiana a participação universal no sacerdócio de Cristo, compartilhada por todo cristão em virtude do Batismo.

Caminho sinodal iniciado na Igreja católica

Os jovens, rapazes e moças reunidos em Bagdá também serão convidados a dar a conhecer suas expectativas em relação ao caminho sinodal iniciado na Igreja católica, tendo em vista a próxima Assembleia do Sínodo dos Bispos.

O êxodo impressionante que viu boa parte dos cristãos iraquianos deixar seu país nas últimas décadas afetou particularmente as gerações mais jovens de batizados.

O encontro de jovens convocado pelo Patriarcado caldeu representa uma tentativa de se enfrentar também este fenômeno e de nos questionarmos sobre os tesouros que precisam ser preservados e as graças que precisam ser imploradas para ver o milagre da fé em Cristo florescer e reflorescer novamente na vida dos jovens iraquianos.

Histórica viagem do Papa Francisco ao Iraque

As palavras e gestos do Papa Francisco durante sua histórica viagem ao Iraque continuam carregadas de sugestões para o presente e para o futuro dos cristãos no País do Golfo.

"Hoje - disse o Papa ao concluir sua homilia lida em italiano na missa celebrada na tarde de domingo 7 de março em Irbil -, posso ver e tocar com minhas próprias mãos que a Igreja no Iraque está viva, que Cristo vive e opera neste seu povo santo e fiel."

Nos poucos dias de sua breve e intensa peregrinação em meio às dores e expectativas do povo iraquiano, o Sucessor de Pedro, de 84 anos, havia tocado com suas próprias mãos as tribulações e alimentado as esperanças de renascimento de todo o povo e da comunidade cristã local.

O milagre de uma comunidade de fé viva

De Bagdá a Mosul, de Qaraqosh a Irbil, o Sucessor de Pedro deparou-se com o milagre de uma comunidade de fé viva, um povo de Deus humilde e pobre, tornado ainda menor em número pelas dificuldades dos últimos anos, que continua a recorrer à fonte inesgotável da fé dos Apóstolos.

Homens e mulheres, jovens e crianças também lhe falaram dos sofrimentos e baques que sofreram no passado recente, sem acusar, amaldiçoar ou recriminar.

Ao contrário, eles testemunharam - como o padre católico sírio Ammar Yako disse na época em seu testemunho ao Papa em Qaraqosh - que mesmo os anos que ele e seus paroquianos passaram como refugiados, expulsos de suas casas, não foram "anos amaldiçoados, mas abençoados pelo Senhor, que mostrou sua glória".

(com Fides)