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Os Salvatorianos na |
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O Pe. João Kouba, SDS viajou recentemente, em gozo de descanso, para o país de seus antepassados, conhecido hoje como República Tcheca. Os dados que seguem, são tirados do seu relatório à Província Americana. Depois de ter ouvido tantas notícias de terror sobre a Igreja Católica Tcheca, esperava ver aqui somente algumas velhinhas nas liturgias dominicais. Não posso falar de toda a Igreja Tcheca, mas somente de nossa igreja de Prostejov, onde fiquei durante dois meses. Aqui notei que a igreja estava sempre cheia nas duas missas dominicais, tanto na da manhã quanto na da tarde. A igreja pode comportar de 250 a 300 fiéis, mas estava cheia de paroquianos de todas as idades. As missas durante a semana são curiosamente bem freqüentadas, muito mais do que tenho visto em países fora do comunismo. Reza-se ainda devotamente o terço antes da missa. Fiquei realmente muito comovido com a piedade e a fé do povo. Tenha-se em mente que os comunistas odiaram os padres, principalmente os de congregações religiosas. No domingo 26 de abril de 1950, a polícia prendeu todos os religiosos, padres, irmãos e irmãs. Os mais jovens foram enviados para o serviço militar e o resto mandados trabalhar nas fazendas. Alguns, porém, puderam voltar para servirem de capelães das irmãs aprisionadas ou como padres seculares nas paróquias, A maior parte, no entanto, continuou ativa na igreja clandestina. Os vermelhos, sem dúvida, consideravam todas as ordens religiosas como uma grande ameaça à tirania do regime comunista. Estavam bem conscientes de que as ordens religiosas, durante séculos, tinham evangelizado os tchecos e os eslovacos, formando educadores e líderes. Nunca tinha constatado que nós, salvatorianos, tivéssemos sido realmente perigosos até quando tive conhecimento do tratamento dispensado a nossos confrades tchecos! No início da 2ª Guerra Mundial, a Província Tcheca contava com cerca de 60 membros. Toda a Igreja Católica sofreu um duro golpe de 1948 a 1989, mas os salvatorianos sofreram de modo especial. Sobraram ao todo somente quatro padres tchecos: os PP. André Drda, Kajetan Mantonoha, Bernard Ordrus e o Ir. Francisco Palarik. Mesmo assim, os comunistas não conseguiram aniquilar o futuro da Sociedade do Divino Salvador na República Tcheca. Agora, cinco padres salvatorianos poloneses vieram se ajuntar aos confrades tchecos e estão engajados na pastoral de quinze paróquias, localizadas em duas dioceses. O noviciado já foi reaberto e a comunidade continua a crescer. Depois de 40 anos de perseguição e de intensa propaganda anti-católica, pode-se contar como uma tarefa muito difícil reconduzir ao rebanho os que abandonaram a Igreja, sem pensar ainda em tentar converter os ateus e os calejados comunistas. E agora, é esta a tarefa que encontramos diante de nossa missão. Vamos rezar para que os salvatorianos possam tornar-se aqui uma grande força para os anos que hão de vir. |