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Após
termos tomado consciência da realidade na qual estamos inseridos
(VER), termos interpretado esta mesma realidade a partir da memória
histórica da caminhada de fé de um grupo que fez a
experiência de encontro com o Salvador, o Deus da vida (JULGAR),
recolhemos uma riqueza de material interpretativo que nos permite
interrogarmo-nos a respeito de que tipo de atitudes e ações
precisamos assumir, de forma a sermos hoje testemunhas referenciais
para nosso tempo (AGIR).
É muito comum em nossa ação catequética
irmos realizando atividades momentâneas, ou seja, programarmos
eventos e encontros de acordo com o “andar da carruagem”,
ou dos pedidos que nos são feitos. Não nos preocupamos
em construir, de maneira coletiva e consciente, uma programação
que atenda a um processo de crescimento e de amadurecimento na fé.
Entendamos melhor isto!
Em muitos lugares, quando começamos nossa atividade catequética,
recebemos um manual a ser seguido e, praticamente, nenhuma orientação.
Passamos a “dar os conteúdos” que são
apresentados pelo material, acreditando que o simples fato de trabalharmos
com os catequizandos a temática apresentada é suficiente
para que eles possam aderir à fé cristã, atuando
na sociedade a partir dos princípios que nascem deste aprendizado.
Tornamo-nos “professores(as) de catequese” que ensinam
a nossos alunos o que eles precisam saber para que adquiram o direito
de fazer a primeira comunhão ou receber o crisma. Para tornar
um pouco mais “agradável” o que fazemos, agendamos
alguns encontros, convivências, retiros... Se recuperarmos
a história da catequese que vimos, isso é típico
de uma época: a defesa da fé frente aos ataques de
outras igrejas ou seitas... Não é por acaso que, muitas
vezes, em nossas reuniões de preparação (se
é que elas existem) aparece uma reflexão: muitos católicos
estão deixando a Igreja e indo para outras. Precisamos fazer
alguma coisa...
Dar simplesmente catequese para as crianças e jovens de hoje
não vai ajudar a resolver o dilema de que muitos deles abandonam
a Igreja logo após passarem por esta fase. Acredito até
mesmo que muitos deles abandonem a Igreja justamente por haverem
passado por esta fase. Explico-me: a catequese se torna algo tão
marcado pela obrigatoriedade que a fé acaba sendo entendida
desta mesma forma. O jovem, que busca encontrar-se com a liberdade,
percebe a Igreja como um espaço normativo que lhe impede
alcançar este desejo. Podemos nos perguntar: quais as lembranças
que guardamos do tempo que estávamos na catequese? Muitos
de nós, com certeza, vamos nos lembrar das provas, do que
tivemos que decorar... Isso nos ajudou a aprofundar nosso compromisso
com a fé? A ter uma fé mais verdadeira e profunda?
A nos comprometermos com o seguimento a Jesus Salvador? Talvez para
alguns sim, mas, para a grande maioria não! É preciso
rever nossa metodologia, ou seja, a maneira como trabalhamos com
os catequizandos este encontro com a pessoa e a mensagem de Jesus.
Por isso, quando começamos, como grupo de catequistas, a
olhar para a nossa realidade, de maneira séria e desprendida,
sem análise de valor ou pré-conceitos justificadores
de nossa ação; julgamos esta realidade a partir de
um aprofundamento atento da Palavra de Deus, buscando ser obedientes
ao que esta palavra nos interpela; precisamos tirar tempo para buscar
caminhos que nos ajudem a interferir nesta realidade a partir do
material humano que temos a disposição: tanto o grupo
de catequistas quanto os catequizandos. Passamos a nos preocupar
com que a catequese seja um espaço vivencial, que permita
a todas as pessoas buscarem juntas respostas para as dificuldades
que estão sendo enfrentadas, a partir do manancial cristãos
que dispomos. Para que isto aconteça, contudo, precisamos
fazer um Planejamento Participativo de nossa Ação
Catequética. Vejamos isto melhor:
Juntos, como grupo de catequistas, desde os que trabalham com a
pré-catequese até os que estão convivendo com
os jovens do crisma, programarmos todo o processo que faremos com
os catequizandos, escolhendo juntos as temáticas a serem
abordadas (conteúdos), a dinâmica a ser empregada,
e o compromisso a ser gerado nos que participam do processo.
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