17. PLANEJAMENTO CATEQUÉTICO
   
 

Como vimos no mês anterior, quando reunimos todas as informações que nos são disponíveis e procuramos ouvir atentamente a vontade de Deus para cada um de nós e para nosso grupo de catequistas, precisamos realizar um planejamento catequético para nossa ação, ou seja, definir o objetivo que queremos alcançar, as estratégias que vamos utilizar para se chegar a este objetivo e os passos que daremos. Isso de forma comunitária, buscando envolver a todos(as) os(as) catequistas da nossa Comunidade.
O primeiro passo a ser dado é juntos conversarmos sobre o material que recolhemos. Buscar ouvir com atenção os apelos que nascem da experiência que fizemos. Precisamos calar nosso coração para deixar falar a voz do Espírito de Deus, buscando nos colocar no lugar de quem fala, ou seja, deixar que a voz de nossos catequizandos, seus gestos e pedidos digam algo para nós, iluminando estes mesmos pedidos pela leitura da realidade que nos cerca e pela mensagem da Palavra de Deus. Tudo isto para ganharmos um pouco mais de segurança em nosso caminhar. Preste atenção que neste passo podemos cair no erro de querer achar “bodes expiatórios”, ou seja, buscar colocar a culpa em alguém ou em alguma situação para justificar o que não está tão bem. Não se trata disto. Queremos, simplesmente, poder ter nas mãos o rumo de nosso caminhar, sem culpar ninguém!
Em seguida, com muita serenidade e liberdade, precisamos conversar, refletir, discernir e rezar qual a vontade de Deus para nosso grupo. Aqui, trata-se de criar espaços para que nosso grupo possa deixar-se conduzir pela voz do Espírito de Jesus Salvador, seu projeto de amor e de vida para todos, colaborando com a construção do Reino. Tendo chegado a uma conclusão sobre este ponto, podemos delimitar o que chamaremos de objetivo geral de nossa ação catequética. Neste objetivo estará bem claro o que se pretende com todas as ações que serão desenvolvidas em todo o processo catequético, desde a pré-catequese até a crisma. Prestemos atenção à palavra fundamental: processo. Trata-se de demonstrar o estágio final que pretendemos que nossa ação leve os catequizandos a chegar.
Delimitado o objetivo geral, precisamos agora pensar como vamos realizando este objetivo em cada etapa, tomando consciência de como vamos fazendo acontecer este processo. Assim sendo, passamos a delimitar o objetivo a ser alcançado em cada etapa de nossa catequese. Lembremos que cada etapa deve cumprir um determinado estágio do objetivo geral, de forma a que, quando o catequizando receba o sacramento da crisma, ele já tenha alcançado o que foi proposto pelo objetivo geral. Cada etapa se responsabilizará de levar o catequizando a fazer a experiência de alguns aspectos da vida cristã, dos princípios de vida que são importantes para a nossa caminhada como cristãos.
Tendo delimitado os objetivos, podemos passar a definir quais os conteúdos que farão parte de cada etapa, não como algo a ser decorado ou aprendido, mas como recolhimento das experiências que foram realizadas antes de nós e que iluminam o nosso caminhar. Buscaremos delimitar os conteúdos que realmente ajudem-nos a refletir sobre o que buscaremos alcançar com o objetivo proposto. Assim sendo, não será possível simplesmente pegar um determinado manual e aplicá-lo, como muitas vezes fizemos. Trata-se de, juntos, organizarmos o nosso material, o nosso caminho próprio. Portanto, aqui vale a criatividade, a capacidade de pesquisar, ler, escrever, enfim, montar o próprio roteiro a ser seguido.
Ainda não terminamos o nosso trabalho! Depois de termos conseguido delimitar os conteúdos, precisamos definir qual a melhor metodologia a ser empregada para podermos trabalhar estes conteúdos. Quais as dinâmicas que vamos utilizar, orações, materiais, canto, dança... tudo o que colabore para que envolvamos os(as) catequizandos(as) no processo. Criatividade sempre faz bem...
Depois disto feito lembremo-nos sempre de conferir se pode ser vislumbrado um processo de crescimento e amadurecimento na fé. Com certeza também para nós catequistas isto significará um crescimento, pois uma vez que iniciarmos este processo ele não terá mais fim. Quer saber o porquê disto? No próximo mês continuaremos a conversa. Por enquanto, bom trabalho! Mão na massa!

 
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