18. NA AVENTURA DO CRIAR, APRENDENDO A AVALIAR E CELEBRAR
   
 

Quando iniciamos um processo de melhoramento de nossa ação catequética, tal como fomos construindo ao longo de nosso diálogo, pede-se de cada um de nós o desenvolvimento da criatividade. Esta arte permite que saiamos dos lugares comuns, ou seja, do que “sempre foi feito assim”, para nos lançarmos na busca de novas respostas aos desafios que se apresentam ao serviço que realizamos. Faz com que, aos poucos, e com um fiel esforço, passemos por um processo de crescimento pessoal e comunitário enquanto catequistas. Isso nada mais é do que fazer a experiência de seguimento de Jesus, nosso Salvador. É Ele quem nos acompanha nesta travessia com sua presença amiga, com sua palavra que conforta nos momentos de desânimo, com a profundidade de sua mensagem e a eloqüência de seu testemunho de vida, pedindo que cada um tenha amor suficiente para não esmorecer no caminho.
Poder olhar para trás e completar toda a caminhada realizada, o suor exigido, as reflexões que foram sendo gestadas, a obra iniciada, tudo deve ser para nós motivo de alegria e de Celebração, louvando ao bom Deus, nosso Salvador, pelas luzes que o Espírito de Jesus em nós lançaram sobre o sentido de nosso ser e atuar como cristãos que acompanham outros cristãos pelas estradas da experiência de fé.
Celebrar cada pequeno passo, por mais insignificante que possa parecer num primeiro momento, ajuda-nos a viver a dinâmica da gratuidade, tão importante para quem quer colaborar com a construção do Reino de Deus, contemplando os sinais deste mesmo Reino sendo inaugurado entre nós, sentindo-nos colaboradores e colaboradoras de Deus nesta construção. É muito importante que o grupo de catequistas celebre junto a sua caminhada, oferecendo a Deus cada passo, interiorizando cada momento, registrando, na memória afetiva dos corações, o esforço e crescimento que o mesmo significou. Isto é ter consciência de que estamos fazendo história e sendo sujeitos de um novo amanhã, conquistado pela força da esperança que gera união de esforços e dons.
Celebrar esta caminhada é, portanto, beber da profundidade da dinâmica do caminho, abrindo-se cada vez mais para as exigências que a caminhada nos faz. Entre estas exigências, talvez a mais difícil, está a capacidade de reconhecer os próprios limites, as dificuldades e lacunas que somos portadores. Para que possamos crescer é importante reconhecermos as deficiências a serem supridas, os pontos falhos a serem corrigidos, os erros a serem superados. Por tanto, celebração e avaliação caminham juntas. Reservar tempo para uma sincera, clara e oportuna avaliação colabora para que a ação catequética não se torne outra vez uma simples transmissão de conteúdos previamente elaborados. Assim, como já vimos no texto do mês anterior, este processo nunca terá fim. E nisto reside a sua beleza e o crescente envolvimento a que nos convoca. É um ciclo constante de avanços e buscas, afinal, o tempo não pára, muito menos as exigências que ele nos faz...
Celebrem e avaliem a caminhada. Não tenham medo de reconhecer as próprias dificuldades e inseguranças, afinal, conseguir fazer isso sem buscar “bodes expiatório” é o que nos permite encontrar espaços de crescimento e não morrer antes do tempo. Isto é o que permite que se sinta o fluir da vida de Deus em nosso grupo, testemunho a presença e a força da presença do ressuscitado em nossas vidas e ações!
Provavelmente, quando fazemos este processo, percebemos que uma coisa sempre será importante: formação constante, aprofundamento e reflexão. Mas isto já é uma conversa para o próximo mês...

 
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