|
|
|
Quando
iniciamos um processo de melhoramento de nossa ação
catequética, tal como fomos construindo ao longo de nosso
diálogo, pede-se de cada um de nós o desenvolvimento
da criatividade. Esta arte permite que saiamos dos lugares comuns,
ou seja, do que “sempre foi feito assim”, para nos lançarmos
na busca de novas respostas aos desafios que se apresentam ao serviço
que realizamos. Faz com que, aos poucos, e com um fiel esforço,
passemos por um processo de crescimento pessoal e comunitário
enquanto catequistas. Isso nada mais é do que fazer a experiência
de seguimento de Jesus, nosso Salvador. É Ele quem nos acompanha
nesta travessia com sua presença amiga, com sua palavra que
conforta nos momentos de desânimo, com a profundidade de sua
mensagem e a eloqüência de seu testemunho de vida, pedindo
que cada um tenha amor suficiente para não esmorecer no caminho.
Poder olhar para trás e completar toda a caminhada realizada,
o suor exigido, as reflexões que foram sendo gestadas, a
obra iniciada, tudo deve ser para nós motivo de alegria e
de Celebração, louvando ao bom Deus, nosso Salvador,
pelas luzes que o Espírito de Jesus em nós lançaram
sobre o sentido de nosso ser e atuar como cristãos que acompanham
outros cristãos pelas estradas da experiência de fé.
Celebrar cada pequeno passo, por mais insignificante que possa parecer
num primeiro momento, ajuda-nos a viver a dinâmica da gratuidade,
tão importante para quem quer colaborar com a construção
do Reino de Deus, contemplando os sinais deste mesmo Reino sendo
inaugurado entre nós, sentindo-nos colaboradores e colaboradoras
de Deus nesta construção. É muito importante
que o grupo de catequistas celebre junto a sua caminhada, oferecendo
a Deus cada passo, interiorizando cada momento, registrando, na
memória afetiva dos corações, o esforço
e crescimento que o mesmo significou. Isto é ter consciência
de que estamos fazendo história e sendo sujeitos de um novo
amanhã, conquistado pela força da esperança
que gera união de esforços e dons.
Celebrar esta caminhada é, portanto, beber da profundidade
da dinâmica do caminho, abrindo-se cada vez mais para as exigências
que a caminhada nos faz. Entre estas exigências, talvez a
mais difícil, está a capacidade de reconhecer os próprios
limites, as dificuldades e lacunas que somos portadores. Para que
possamos crescer é importante reconhecermos as deficiências
a serem supridas, os pontos falhos a serem corrigidos, os erros
a serem superados. Por tanto, celebração e avaliação
caminham juntas. Reservar tempo para uma sincera, clara e oportuna
avaliação colabora para que a ação catequética
não se torne outra vez uma simples transmissão de
conteúdos previamente elaborados. Assim, como já vimos
no texto do mês anterior, este processo nunca terá
fim. E nisto reside a sua beleza e o crescente envolvimento a que
nos convoca. É um ciclo constante de avanços e buscas,
afinal, o tempo não pára, muito menos as exigências
que ele nos faz...
Celebrem e avaliem a caminhada. Não tenham medo de reconhecer
as próprias dificuldades e inseguranças, afinal, conseguir
fazer isso sem buscar “bodes expiatório” é
o que nos permite encontrar espaços de crescimento e não
morrer antes do tempo. Isto é o que permite que se sinta
o fluir da vida de Deus em nosso grupo, testemunho a presença
e a força da presença do ressuscitado em nossas vidas
e ações!
Provavelmente, quando fazemos este processo, percebemos que uma
coisa sempre será importante: formação constante,
aprofundamento e reflexão. Mas isto já é uma
conversa para o próximo mês... |
|