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Em
nossa vida, muitas vezes, quando somos atacados temos, quase que
instantaneamente, a reação de nos defender. Tudo o
que o outro diz ou faz sentimos como uma ameaça. Começamos
a olhar com desconfiança cada passo, cada atitude.
Com a Igreja Católica não foi muito diferente. Os
ataques externos suscitaram reações. Lembremos, de
maneira geral, quais eram esses ataques: 1. O crescimento econômico
da burguesia fez com que este grupo nascente buscasse maior espaço
dentro da sociedade de então, lutando para combater a antiga
ordem estabelecida: o poder da nobreza apoiada pelo clero. Com a
ajuda econômica da burguesia vária mudanças
e avanços foram possíveis nos mais diferentes campos
do conhecimento humano, contrariando, muitas vezes, o pensamento
católico... 2. O avanço dos protestantes, que se apoiavam
em Reis para estender suas influências no contexto onde estavam
inseridos. Como tudo se encontrava em ebulição, com
territórios sendo unificados, Reis contaram também
com a presença do protestantismo como ponto de apoio para
combater a influência da Igreja Católica sobre os Reis
que lhe permaneciam fiéis; sem contar que esta nova mentalidade
religiosa nascente não condenava a usura, auxiliando os burgueses
que se dedicaram ao exercício do ganho financeiro e auxiliavam
na noção da necessidade de trabalhar para poder vencer
na vida, o que ajudava a reforçar o poder da burguesia industrial,
que necessitava do trabalho da nova classe nascente: o proletariado.
Riqueza passava a ser sinal de bênção, conquistada
com o trabalho!
Tanta novidade fez romper o grilhão da pretensa normalidade
conquistada pela influência da Igreja Medieval. Tudo parecia
estar saindo do controle, principalmente os fiéis...
Para enfrentar esta situação, a Igreja lança
a Contra-Reforma: como o próprio nome já diz, um movimento
contrário à ação do protestantismo.
Junto a esta ação, um conjunto de condenações
ao secularismo.
Para estabelecer uma estratégia de movimentação
em meio a este conjunto de acontecimentos, a Igreja recupera a importância
da catequese como espaço de aprendizado das verdades de fé.
A questão central nesta recuperação do espaço
catequético reside na dimensão de que esta passa a
ser usada como lugar oportuno para que os que sabem, no caso os
padres, religiosos e religiosas, ensinarem a fé para os que
não sabem, os fiéis. O modelo utilizado era o modelo
escolar: como uma escola da fé. Questões eram ensinadas
e precisavam ser aprendidas pelos que freqüentavam a catequese.
Claro que em muitos lugares esse saber acabou ficando associado
a decorar as respostas para responder na prova.
Como auxílio para que este modelo funcionasse bem, apareceram
os famosos manuais de catequese: textos e livros que traziam o que
precisava ser aprendido para ser um bom católico, bem como
para poder combater o que era ensinado pelos hereges protestantes.
Material que já separava para o fiel o que era certo e o
que era errado. Tudo estava resolvido, bastava decorar!
Os catequistas leigos voltam a cena, afinal quanto mais pessoas
ajudando a fazer este trabalho melhor. Porém, a pergunta:
será que com preparação suficiente para realizar
este serviço? Bom, não era tão necessário
a preparação e o aprofundamento em questões
de fé, pois tudo o que precisava ser dito estava no manual.
Bastava uma boa dedicação e um forte acento na defesa
da fé.
Quantos de nós não lembramos o período em que
estivemos na catequese e se nos exigia que decorássemos as
orações, o Creio, as respostas, algumas das perguntas
que a catequista fazia, os Dez Mandamentos, os Mandamentos da Igreja,
os Sete Sacramentos... Quantos catequistas, ainda hoje em nossas
Comunidades são “caçados a laço”
para este ministério e somente se lhes entrega o livrinho
com os temas a serem dados para os alunos, na aula de catequese?
Exatamente: com a idéia de se dar uma aula, a catequista
como uma professora, com prova para saber se a criança está
preparada ou não para a primeira comunhão... Ainda
bem que isto não acontece mais... Bom, por este mês
é só. No próximo continuaremos a nossa conversa.
Um abraço! Ah... Lembre-se: qualquer pergunta ou sugestão
que você queira fazer pode escrever para o nosso jornal. |
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