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Caros
catequistas!
Por todos os cantos já começamos a perceber a movimentação
do comércio ao redor dos preparativos para o “Natal
do mercado”. Vitrines se enfeitam para chamar a atenção
dos consumidores. Placas com novidades e descontos, bem como de
facilidades para aquisição de “presentes”,
já aparecem, enchendo os olhos e despertando nosso “espírito
consumista”. Como vimos em notícias recentes, as crianças
são o principal alvo a ser conquistado, principalmente porque
já se transformam em consumidores em potencial.
Durante todo este ano estivemos conversando sobre o caminhar da
catequese, do fazer ecoar a boa-notícia de Jesus na história.
Todas as transformações que cada momento foi exigindo
daqueles e daquelas que se dedicaram, antes de nós, a este
importante serviço. Fomos nos questionando sobre nosso posicionamento
frente a este ministério, sobre as posturas que precisamos
ir superando, as dificuldades a serem enfrentadas, enfim, buscamos
melhorar sempre mais este campo de ação de nossa pastoral.
Mais do que nunca neste período de Natal precisamos nos questionar
sobre nosso ser cristãos no mundo. Por isso, vamos dar uma
pequena parada no caminhar que estamos realizando e permitamo-nos
tempo para refletir: de que forma nós, catequistas, vivemos
o Natal? De que forma preparamos as crianças, adolescentes
e adultos que estiveram conosco durante todo este ano para viver
este período de nossa liturgia?
Este é um tempo propício para reabastecermos nossas
energias na fonte da esperança. Uma grande alegria é
anunciada através do coro dos anunciadores de Deus: Nasceu
para nós, na pequena Belém, o Salvador. O príncipe
da paz nos traz a certeza de que o sonho de Deus pode ser realizado.
Se todos os seres humanos aprenderem da humanidade de Deus entre
nós poderemos ver nascer sinais do Reino, de um novo céu
e de uma nova terra. Se cada ser humano conseguir visitar o mais
profundo de si, indo beber no íntimo de sua existência
do que melhor reside ali guardado, pondo a disposição
dos demais seus dons, será possível levantar a cabeça
e olhar para o futuro com alegria e disposição de
caminhar. Se nos perdermos na parafernália criada pelo mercado
não seremos capazes de nada além de nos preocuparmos
com o quanto será necessário gastar para satisfazer
os outros no desejo de sempre ter mais...
Precisamos ser como João: uma voz que clama no deserto: endireitai
os caminhos... Ajudar as pessoas a trilhar novos caminhos, saindo
da limitação imposta pelas avenidas e vielas de nossas
cidades, tão viciadas pelos pés que nem mais precisam
vislumbrar o espaço onde pisam. Precisamos contemplar novas
paisagens, viver novas experiências, encontrando-nos mais
profundamente com o Deus que vem ao nosso encontro, renovando nossa
jornada para além do já conquistado.
Celebrar o Natal é sentir a profunda alegria de saber que
nossa ação não é em vão. Que
encontramos em nosso chão, mesmo que para isso tenhamos que
nos defrontar com as cruzes que tentam matar nosso desejo de crescer,
pessoas que são sinais de Deus entre nós.
Que o Natal deste ano alimente nossa esperança e aqueça
nosso coração para o ano que se iniciará, de
forma a darmos o melhor de nós para o trabalho que realizamos.
A cada catequista que lê este artigo desejo um Feliz e abençoado
Natal. Que o Salvador seja força e luz em seu caminhar!
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